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  • Foto do escritorPROJETO BROADWAY CURITIBA

UM RELATO SOBRE “TATUAGEM”, A PEÇA MUSICAL QUE GANHOU 2 PRÊMIOS BIBI FERREIRA


Foto: Rodrigo Chueri

No final de semana passado, fui à Cia da Revista em São Paulo, com meus colegas Mari Zanardine e Cezar Moreira assistir ao espetáculo “Tatuagem”, dirigido por Kleber Montanheiro e com direção musical e arranjos de Marco França. O espetáculo é baseado no longa-metragem homônimo de Hilton Lacerda, lançado em 2013, e conta a história de um grupo teatral de Recife de 1978, chamado Chão de Estrelas.

Foto: Gustavo Nishimoto

A peça foi recentemente premiada no Prêmio Bibi Ferreira, que aconteceu no último dia 21, em São Paulo, em duas categorias, Melhor Ator Coadjuvante em Musicais, para André Torquato e, Melhor Arranjo Original em Musicais, para Marco França.


O enredo nos envolve no dia a dia de Clécio Wanderley, o líder do grupo, no processo de produção e ensaios de um novo espetáculo, marcado pela irreverência, libertinagem e extravagância, em tempos de ditadura militar e censura no Brasil, além de trazer elementos de protesto ao atual presidente.

O espaço todo do teatro é utilizado para conectar os artistas com o público, que é distribuído na frente e nas laterais do palco, em cadeiras e mesas de até duas pessoas. Todo o espaço é tomado pelos atores, desde o palco em si, até o segundo andar do teatro nas laterais e em cima da estrutura que abriga o chão de estrelas. É um musical que, com certeza deve ser visto mais de uma vez, de assentos diferentes, a fim de obter novas perspectivas e novas experiências. Também, é extremamente íntimo o contato do ator com a plateia, já que em diversos momentos estão frente a frente e até interagindo em alguns números e transições.


Por fim, não posso deixar de ressaltar a inserção das músicas de “As Baías” nesse espetáculo, afinal não se trata originalmente de um musical: 23 músicas foram inseridas para ajudar a contar essa história, além de uma composição original de Assucena, chamada “Tatuagem” para compor o tema da trama. Alguns números me marcaram de maneira ímpar, sendo eles a abertura com “Um Doido Caso”, trazendo toda a energia e alegria do grupo logo no primeiro momento; “Uma Canção Pra Você (Jaqueta Amarela)”, que encerra o primeiro ato e nos faz mergulhar num ambiente tão intimista e apaixonante, que jamais imaginei viver dentro da caixa preta que é o teatro; também “A Isca”, solo de Paulete, performado pelo magnífico Andre Torquato, num momento de total fragilidade e honestidade dela com o público, trajada num vestido vermelho, compondo uma cena extremamente tocante e intensa. As músicas combinam muito bem com a temática e com a ambientação do espetáculo, de modo que nos faz sentir e viver cada emoção proposto pela peça.


Sobre mim: Me chamo Gustavo Nishimoto e sou aluno do Módulo 4 do curso profissionalizante em teatro musical do Projeto Broadway, estudo teatro há 12 anos e sou apaixonado e frequentador do teatro musical há 6 anos (obrigado, Wicked Brasil).



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